![]() |
|
![]() Sei que muitos sentimentos são comuns
Humanos demasiadamente humanos Não posso resistir a tanta identificação. E no espelho diário de divergências as convergências nos avizinham. Sei que muitas de suas mensagens foram flanando até o infinito Ou ficaram criptografadas nos enigmas cotidianos Nas opções dolorosas que precisavam fazer. Nos julgamentos cruéis que precisamos realizar. O martelo é um açoite. E, o açoite pode ser tudo que nos resta de civilidade. Queria que você soubesse Sei de sua irrealidade, de ser um personagem De ser integrante de um romance lido na náufraga em modernidade líquida. Onde os amores se diluem, Onde são ácidos os ventos, São ávidos os tempos A devorar a engrenagem e sem permitir as estações... Estamos nos aproximando de outono As folhas que caem se arremessam ao chão de paradoxos E as contradições definem mais que as afirmações. Aquele entreolhar De palavras implícitas De sentidos telepáticos. De gestos empáticos e enigmáticos. O que revelo e ao mesmo tempo escondo. O que escondo. e ao mesmo tempo revelo. Na queda diária do tempo. Na queda diária do senso. Penso escrever-lhe um bilhete. Você não lerá. Você não existe. Ou melhor existe no romance sólido existente no fundo de toda alma humana. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/03/2017
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


