![]() |
|
![]() Sem estado
Não era sólido. Não era líquido. Não era gás Era etérea imaginação. Não projeta sombra Não aqueça Não esfrie. Sua presença entra pelos poros E não se anuncia. Se anuncia em brisa No pólen da flor Na gota de dor Que escorre discretamente a tragédia. Entre dedos nervosos Entre olhos atônitos. Sem forna. Não era côncavo. Não era convexo. Não era reflexo. Nem reticências. Não tinha tom. Não tinha som. E a margem de tudo escorria para dentro do infinito. No silêncio apalavrado de segredos, rezas e túmulos. Sem estado minha alma vaga, flana e adormece nas arestas líricas e em arenas mórbidas. Morrem todos dias sonhos. Nascem cada vez menos sonhos. E, a esperança fugidia É refém de um romantismo prêt-à-porter. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/02/2017
Alterado em 01/03/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


