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![]() Estrela solitária
na vastidão do silêncio No coro árcade dos insetos. Toda fragilidade do mundo. A pluma. O vento. A porcelana. Voa. Sopra. Quebra-se. Entre os cacos construo um mosaico para decifrar a estrela, Rodeada de absoluto. Imersa na incerteza. Na languidez da sedução. Olhos se entreolham. Palavras se esgasgam Na semântica óbvia da manhã. O medo dependurado no dedo, prestes a acionar o gatilho A morte é certa. A felicidade incerta. A solidão é certa. A afeição é incerta. Há grilhões invisíveis atar-nos no presente. Há âncoras imaginárias a aportar-nos na modernidade líquida. Há outros... e outras ferramentas risíveis a nos manter ridículos. Burlescos, Contundentes, Espremidos entre ossos e carne. Entre o corpo e alma. Entre o concreto e o abstrato. A manter a existência líquida sobre a superfície sólida. A estrela solitária. É sábia. De lá de cima, contempla a tudo. E a todos. Com seu ar solene, paira inquebrantável. A estrela solitária está rodeada de todos pensamentos. Humanos ou não. De nossos sonhos inacabados. Há naquela solidão. Milhões de flexas quebradas. Bilhões de asteróides perdidos. Trilhões de cristais transparentes, a refletir toda beleza contida em toda incerteza. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 01/02/2017
Alterado em 01/02/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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