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![]() Banimento
A prisão quântica de seus olhos. Àtomos lacrimejantes a escorregar pelos fonemas. Gemidos saindo de portas que abrem e fecham Grunidos insurgentes a traduzir a semântica de animal ferido A prisão quântica do quarto. De paredes infestadas de sentimentos e manchada pelos ressentimentos. A gaiola de pensamentos vazios fechado no perímetro dos desertos. encarpetado no solo das desilusões. Fui banida. Expulsa. Rejeitada. Cancelada. Sou aquilo atrás do carimbo. Atrás da tarja. Das reticências maldosas a indicar que não posso prosseguir. Tristeza óbvia. Palavras inúteis. Exasperação burguesa. Trigonometricamente escapo do ângulo reto. A sinuosa curva da poesia Faz da força centrípeta uma montanha russa. Com perigos projetados. Com medos milimetrificados. No terror cotidiano de existir. Quântica ou não. Os grilhões não pertencem às almas livres. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 29/01/2017
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