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![]() O sol a entrar janela adentro.
Seus olhos a entrar pelo meu corpo adentro. E um silêncio rasgando a tarde que sangrava. O sol morrendo numa cor lírica alaranjada, rubra, violeta e depois quando véu da noite finalmente caiu... Só enxergava a luz de seu espírito... a sua vivacidade latente, inscrita nos gestos contidos... comportada nas vestes talares Há milhões de rituais ocorrendo. Alguns em silêncio. Outros ruidosos. Há a cumplicidade dos homicidas. Há o segredo dos alquimistas. Há o mistério dos mágicos. Mas somente a poesia, mata, metaboliza e encanta... tudo ao mesmo tempo... e, está no sangue, está nos olhos e nos rituais. Tingida em cada símbolo, entoada em cada fonema, como se fosse possível conhecer o infinito... deslindar os paradoxos e brincar de ser provisoriamente eterno enquanto somos apenas mortais. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 25/11/2016
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