![]() |
|
![]() A aritmética é feminina
O cálculo é masculino. A intuição é feminina e animalesca O pressentimento é masculino e viral. Essa guerra de gênero rompe minha humanidade... Minhas dores, minha consciência meu sangue é sem gênero e nenhuma espécie. Meu ser vivo ou morto é sem gênero e sem esperança. A direita é feminina O esquerdo é masculino O centro é egoista E não escolhe lado nenhum E fica a vontade para seguir as circunstâncias. A estatística é feminina. O resultado é masculino. A margem de erro é híbrida. Transgênica. Nasci de um jeito Morro de outro. E, assim, somos todos nós. procuramos definir-se, definhar-se, delinear-se e desenhar-se. O carvão é masculino. O desenho é masculino. A arte é feminina. Entrega-se ao carvão, Flerta com o desenho Mas acompanha a vida. Viverá na ilha de Lesbos? A traição é feminina. A lealdade é feminina O desdém é masculino. Vivemos pulando entre os gêneros. Entre escolhas óbvias. Entre dores móveis. Entre continentes abstratos rodeados de mares etéreos Misoginia explícita. Hibridismo calcâneo. Transfiguração poética. O câncer é lírico. Degenera células, dá-lhe formas arrendondadas e românticcas como abóbodas celestes formadas por mãos que pousadas ousam orar. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 03/10/2016
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


