![]() |
|
![]() Corte a palavra ao meio
De um lado é sintaxe De outro lado é semântica. De um lado é ortografia De outro lado é fonética. O gemido da vírgula. O grito da exclamação E a torturante dúvida da interrogação. Não tenho todas as respostas. Nem todas as perguntas. Nem todos os espantos. Há um certo dejà vu. Já ouvi essa fala. Já li esse script. Já conheço o personagem. Já entendi a tragédia cotidiana. Intríseca. Silenciosa. Nas entrelinhas No vermelho do sangue ou do batom. No escândalo de emoções adormecidas Corte a palavra ao meio. Coloque a poesia. Salpique lirismo E coma a verborragia literária. Marginal. Suicida A denunciar afetos. A sabotar esconderijos. A violar segredos . E isolar eternidades Com o manto de saudade. Corte. Coma E digira. Depois tudo é metabolismo. Poesia sanguínea ou escravocrata Sob o chicote do realismo. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 21/09/2016
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


