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![]() Pessoas morrem o tempo todo.
E a eternidade comparece pontualmente no discurso. A pausa, o suspiro e as reticências recursos líricos para antepasto poético. Educar significa vencer a ignorância. Adiar a ignorância para outras áreas. Quanto mais se estudo, mais há o que estudar E, todas as certezas são ciganas lendo a sorte na mão. Caligrafia. Grafologia. Perfilogia. Ler almas, gestos e corpos. Scriptum tortuoso. Nada é igual a antes. E o novo se depara com o inédito E se cumprimentam cerimoniosamente No corredor dos paradoxos. Há certa felicidade na miopia Há certa felicidade no desejo em potência. Na pulsão. No ímpeto que procura a sobrevivência. É possível sobreviver com ética? É possível não trapacear o tempo? Há luz no final do túnel Tudo passa em transformação contínua E, o outro é outro diferente daquele imaginado. Imaginário. Sutil arquitetura da memória. A memória humana prega peças. Por isso, existe saudade. Para reverenciar aquilo que não existe mais. Aquilo que não é eterno. Sendo eternamente mutante. E, se travestindo de nós mesmos No camarim dos dias. Durante um encontro casual. Pessoas morrem o tempo todo. Poderia ficar triste. Mas, nascem outras para repor-se no deserto das existências... A sombra é a projeção oblíqua da luz. Assim como a ignorância é oblíqua da lucidez. Loucos são lúcidos E, ficam cegos com a razão emocional de sofrer. Poderiam não sofrer. Mas, não escapam da razão atávica de pensar e duvidar. ... Os óculos é a realidade aumentada. A muleta é instrumento da dinâmica E o abismo é a ferramenta de reconstrução. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 20/08/2016
Alterado em 07/08/2017 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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