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![]() Não tive oportunidade
de lhe perdoar. Abraçar-lhe com isenção e sem mágoas. Você partiu. E, depois morreu. E deixou âncora enferrujando no poço escuro do ressentimento. Não trocamos olhares carinhosos. Não nos reconhecemos nem humanos e nem próximos. Não nos conhecemos. Olhamo-nos indiferentes na trova poética da tarde. Não perdoei. Não me perdoei. Mas, é provável que nos carreguemos assim. A contrabalancear os pesos de nossas almas na gangorra dos paradoxos. Vá em paz. Siga para onde haja luz. Muita luz. Onde haja afeto e compreensão. E que nada do que senti e sofri lhe atinja. Vá em paz. Hoje, amanhã e sempre. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/08/2016
Alterado em 13/08/2016 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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