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![]() Não quero ser uma.
Quero ser múltipla. Várias. E diversas dispersas por toda a existência Nos mil cantos do planeta. Quero o silêncio como quero a palavra. Quero o olhar, como quero o toque. Quero a sensibilidade, o afeto e até o espanto. Só não quero ser a indiferença. Não quero ser o deserto de sentimentos e de paixões. Não quero refugar a dor. Não quero negar o erro. Não quero escapar da situação. Não quero a rota de fuga. Não quero o último desejo. Mas quero as promessas de futuro e de presente. Quero a poesia pretérita. Não quero ser um. Não posso me concentrar tanto Não consigo resumir tudo Sintetizar a clorofila e a camada de ozônio. Não quero ser um. Quero ser o outro ou a outra. Quero ser aqui e o além. Que lhe dê a paz de vez em quando Para quando você voltar para guerra Você seja um guerreiro generoso que ama mais a paz do que a vitória. Não quero ser um. Quero estar tatuada na sua lembrança nas brisas da manhã, nos raios alaranjados da tarde, para bronzear em seu semblante a luz da saudade. E quando você finalmente lembrar de esquecer-me eu seja uma entre muitas que você amou. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 31/07/2016
Alterado em 31/07/2016 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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