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![]() As frases poéticas espalhadas na cidade
Me recepcionam com a fonética discreta do silêncio. Depois, vem o vento e acaricia com a delicadeza levemente fria e, ao mesmo tempo, terna. Tanto calor e amor se dispendeu que até o inverno arrefeceu. Dias bons redimem dias maus. Não fossem os dias frios. As madrugadas gélidas. O corpo doído de sentir câimbras, a dormência mágica da morte que mistura o eterno e o esquecimento. As frases poéticas nas esquinas Vestidas de vermelho. De batons gritantes e desesperados. Grifadas por chita barata e viés nos decotes. Os corpos em movimento. Andam, correm e ficam ofegantes... Oxigênio poluído... Brisa... Árvore cinzenta. Paquidermes, pombos e parasitas. Violências, vírus e verrugas. A calçada ali esticada Como se fosse suicida A cotejar a todos pelos pés. Loucura Lucidez Saudades. Amores arquivados. Reminiscências fragmentadas. A sua delicadeza poética com uma paz estonteante... Afetos em átomos incandescentes. O cortejo... A leveza de olhos O risco de olhares infinitos De mãos quentes e suadas, De pérolas que foram areia. E que voltam ao mar... Dúvidas fritas como panquecas. Requentadas. Folhas dobradas Palavras ao meio. Parágrafos extasiados. Sìlabas, vírgula e encarnação. Kardec, há de me perdoar... Budha há de tolerar... Vishu há de dançar na linha do horizonte e Durga com seus mil braços irá ajudar... Shiva em sua trindade há de me unificar... Pois somos terra, ar, água e fogo... Somos mais até quando somos ínfimos. Somos orixás, deuses, anjos e demônios. Pois somos o cosmos Somos únicos e múltiplos. Somos muitos e somos o deserto. Poderosos mortais que creem e erguem os dias, os braços e as esperanças. Todos os dias. Em plena dislexia. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 14/07/2016
Alterado em 12/03/2018 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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