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![]() Olhares duelam disputando
a presença fria Sorrisos contidos. Palavras ceifadas. Imagens queimam retinas que se entortam para galgar melhor ótica. É possível ver-se? A miopia e a surdez dimensionam novos quadros semânticos. No fundo da cuia da fonética dormem gemidos, há dormentes rancores, ódios explícitos e amores retalhados pela chibata do tempo... Nossos olhares esgrimam em silêncio. Não nos cumprimentamos. Apenas tangenciei seu caminho como um corisco riscando vestígio em silêncio. O silêncio tinha a mais extensa redação já vista A narrar a falsa indiferença. No crochet complicado das blusas, há sentimentos presos aos nós dos quais nos libertamos. Será possível mesmo ser livre? Em silêncio nos vestimos publicamente de ausências poéticas, lirismos noturnos e do paetê da mentira. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 26/06/2016
Alterado em 07/08/2017 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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