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![]() Meu coração é selvagem Indevassável. Fechado, sem fechaduras. Sem segredos a decifrar. Selvagem Própio da selva. Da natureza pura e transcendental. Se nutre da selva das árvores. Voa nas asas de borboletas. E vive da alegria dos pássaros E, se veste com os primeiros raios da manhã E se despe com os último raios da tarde. A noite. No imponderável mistério da lua... Transito no infinito das estrelas. Sabendo-me mortal e frágil. Infante e imaturo. Mas, preciso lutar. Arrebatar vitórias. Há uma nova sobrevivência a se conquistar a cada dia. Há um novo desafio a se vencer no ringue diário dos paradoxos. Há no ritual dos bons modos um selvagem a agonizar. Há no ritual do silêncio um civilizado a expressar sua indiferença E sua sede infinita de poder. Mataram um animal selvagem Em troca de uma vida humana. Predador e presa disputam a existência. Mas, são apenas elementos da mesma inequação. Por vezes o vencedor é apenas um trapaceiro E, mesmo com todo o êxito Não ultrapassará aos umbrais nem atingirá a evolução. Pois o poder que se macula com sangue e violência... É sempre substituído por uma tirania ainda maior. Baseada na força, na tortura. na desumanização... A cada selvagem que morre. Morre parte da história da humanidade. E transforma a civilização num blefe. Onde a estratégia é o holocausto. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 22/06/2016
Alterado em 22/06/2016 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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