![]() |
|
![]() Passa um vento
e sussura verdades frias e lânguidas A palavra saboreia a fonética escorregando pela semântica Sua ironia piegas deixa seu lado carismático enigmático repleto de mistérios insondáveis. Há uma sutileza que levita. faz acrobacias máginas e hipnotiza. Gestos líricos Rimas insensatas que no inconsciente nos sufoca de realidade que vive de luto na realidade preto-e-branco Passa uma tempestade sussura sentimentos arrebatados, chicoteia meu corpo com contrações e deformidades A alma se estreita na vaidade e diante do espelho. A imagem do ser não é. O olho do ser não é. A luz do ser é a única essência contundente. Corta-me ao meio. Tritura os adjetivos e, ri de meus equívocos. A sutileza de perceber que estar aqui e não estar De ter existido e ter feito diferenças de ter alterado rotas, colisões, medos e demências... A sutileza de entrar porta adentro e, sua presença se instaurar como um fragância suave, discreta e invasora. Não se pode indistintamente desejar ser e estar. Dever e ser. Querer e cobiçar. Existir e escolher entre essência e existência. A luta discreta dos detalhes do bordado. Uns riscam a imagem desejada. Os outros se perdem no infinito das pequenas coisas imensas que contam narrativas infinitas. Presas no crochet de sutilezas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 15/06/2016
Alterado em 15/06/2016 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


