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lobos e loucos
no branco dos olhos
o espanto e nos seus cílios a vaidade e o rímel borram a face maquiada e delicada na boca entreaberta e aguda uma dor surda pungente senti os mil braços da deusa vishu todos os gestos convergiam para mim todos os ventos sopravam para algum cais minhas pernas bêbadas trocavam de caminho e tropeçavam nas próprias dúvidas um soluço um abismo e o silêncio inteiro da madrugada somos todos loucos procurando a rendenção procurando nos abrigar em algum sentimento que nos justifique ser o que somos, ter o que temos, desejar o que desejamos e, amamentar a frustração de não gritar até encontrar socorro. lobo do lobo louco do louco rendenção por entrega talvez que esperamos e saber mais do que sentimos.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/07/2007
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