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![]() Deixe meu cabelo em desalino
Pois minhas ideias estão ao vento Flanando Flutuando entre concreto e o abstrato Não quero amarras Não quero o cais com a segurança escorregadia de não poder navegar e se perder no infinito mar... Não quero ter raízes Profundas ou rasas. Ou razões suficientes ou etíopes. Quero ter essência. Quero ter mistérios e paradoxos. Mas, sobretudo a decência de ser humano até a última gota. Até a última lágrima. O último grito ou fonema que expresse, que extravaze toda alma que carrego. Não me coloque em molduras. Nem em prateleiras. Eu não estarei lá. Meu espírito é livre. Foge de todos os cativeiros. Engana a todos sequestradores E quando pensam que está finalmente cativo e submisso. Sai flanando pelas janelas, pelas frestas. Por simbioses mestiças que enganam a visão. Ou por teatralidades contemporâneas. Não me rotule, por favor. Não me esfregue seus preconceitos como se eu pudesse acreditar neles... Ou como você pudesse realmente crê-los Tudo não passa de uma farsa. Finjes tão completamente Na perfeição inverossímil. No retrato que só reflete o olho de quem vê. Mas, não enxerga Não passa da superfície. Sintética e barata. Deixe-me em desalinho. Deixe-me em paz. Permita que eu seja o que sou... apesar das convenções sociais. Se ainda assim, eu não for útil... Pelo menos fui autêntica. E não uma falsificação bastarda procurando a identidade num cartão postal. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/02/2016
Alterado em 18/02/2016 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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