![]() |
|
![]() Tive muitas mães
E nenhuma mãe. Conheci singularmente todos os plurais possíveis. Os degraus do abismo. Os píncaros do inferno. E o silêncio profundo da rejeição. Tive muitas coisas que poderia escolher... Mas no fundo, elas me escolheram. Na roleta da sorte digitada no dna ou na estória... houve enredos em que fui protagonista... e, houve outros, em que fui figurante... Entrei muda... E, permaneci calada até o final da cena. Quando já não havia plateia. Mas apenas o eco da vaia. Tive muitas coisas. Mas, poucas coisas me tiveram. Cativaram-me... Sequestraram meu olhar ou atenção. Ou me causaram repugnação ou repúdio... Havia uma pasta de indiferença discreta que me permitiu sofrer em silêncios e com os olhos pousados na leitura de almas... alheias, Há vírgulas. Estrofes. Rimas inesperadas. Despedidas desastrosas. Encontros furtivos. Poesias acacianas que falam de tudo. Carência. imaginação no tapete tramado do tempo. Tempo que poído é a sorte de esquecimento. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 23/11/2015
Alterado em 23/11/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


