![]() |
|
![]() Não conseguimos salvar a todos.
Não conseguimos recuperar tudo. muito que se foi, o foi para sempre... mas, deixou vestígios, bilhetes escritos na alma, São pegadas sujas num caminho virgem, e talvez pétalas de uma primavera antiga. Não conseguimos a felicidade eterna. Estamos condenados a estar sempre em busca. Estarmos na caça ou ser a caça... Ora na gangorra do tempo, enxergamos longe o horizonte E ora, de tão perto o horizonte, nos apresenta um abismo Repleto de silêncio indecifrável... Não conseguimos decifrar todas as senhas E penetrar na laboriosa semântica dos afetos... dos laços invisíveis a abraçar tudo em nossa volta. A fazer de tudo um conjunto... onde nós, somos apenas uma mera peça. O heroísmo é uma ironia. Uma blasfêmia. O romantismo é um escárnio. Uma mentira delicada que nos alimenta. Como nos alimentamos de ilusões. Vivemos vitórias e derrotas. Tal qual crianças que brincam com cacos de cristais. Eles brilham e refletem as multicores da luz solitária da noite. Num céu onde não conseguimos contar todas as estrelas. Talvez as limitações sejam nossos principais mistérios. Desvendados pela proeza de não vencer. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 21/11/2015
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


