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![]() Vagam verdades no porão
Vagam as cegas tropeçando no silêncio e na indiferença dos homens. Vagam verdades no calabouço amarradas aos grilhões da conveniência, adestradaspela intenção de civilidade. Quem pode conviver com a verdade e não encarar soberano a própria solidão? Quem pode se furtar ao reconhecimento tácito e não hesitar em responder? Todas as verdades continuarão, ainda que todas as mentiras e farsas triunfem.. ainda que o teatro das conveniências seja explícito, robusto e bizarro... O que adianta a máscara que encobre no rosto os sentimentos se estes vivem, crepitam e se consomem todos os dias, todos os momentos, numa eternidade reta e perfurante. Vagam verdades no subsolo, entre os despojos dos mortos, entre as lembranças moribundas, entre os espólios de guerra. Uma medalha enferrujada. Um anel de brilhante velho. E a certeza misteriosa que tudo passou. O vento passou... As folhas amassadas dos outonos. O inverno írrito mas que congelou na alma o fascínio pelo veraz. Vagam escravizadas as verdades. Não interessa o tempo, valores ou paradoxos. Há no cais de loucuras, verdades flutuantes de uma filosofia intensa e escrita à mão na existência humana. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 09/10/2015
Alterado em 09/10/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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