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![]() A lágrima é a gota final
de um mar que secou E as palavras são lascas de alma fonetizadas, cheias de semântica e metáfora. A tristeza é a lucidez cinza que corrompe as trevas e se embebeda de luz. Não posso trancar a porta. Não posso dizer adeus. Não posso ir embora. Pois o labirinto dentro de mim me consome. Lenta e cruelmente. A torturar minhas dúvidas com a chávena de certezas provisórias. Não posso amar novamente. Encontrar-se no infinito na concisão imaginária de perder-se. Para novamente encontrar-se. A pétala é resquício da primavera. O suor é vestígio do verão. E o tremor de suas mãos é um bilhete do inverno a doer nos ossos o remorso de ter se acovardado. De ter calado, enquanto alguns gritavam. De ter encolhido, enquanto alguns pulavam. De ter ensinado, enquanto desejava apenas aprender. Aprender a ter esperança para tentar sobreviver humildemente. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/08/2015
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