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![]() Arquiteta em silêncio sua morte. Assiste pacientemente ao funeral (de todos) .... E nos remete à toda nossa culpa, desengano ou desídia. O suicídio é gestor do próprio ciclo É questionador que não suportou a dúvida. E nem o rito de fotografar Em preto e branco o colorido extinto da vida. E, desliga o flash, E queima o negativo. O suicida é anti-histórico Anti-heroico. É o poeta que não terminou a escrita, Deixou rastros, vestígios e manchas de tinta vermelha de sangue impecável. Por conta de sua língua ferina Vituperino: olha e mira. O suicida não é pessoal, Não é profissional, Não é confessional. E, nem político. Não contemporiza. A vida lhe incomoda, e é só isso. E, assim decide sair à francesa. Pardon... Com perdão implícito retira-se pela Vida noves fora. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 20/04/2015
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