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![]() Deixe minhas palavras amassadas
em letras miúdas nos bilhetes aleatórios continuarem perdidas... Elas conhecem o universo. Elas conhecem as galáxias... Voltarão um dia... ao silêncio que romperam. Deixe minhas palavras sozinhas com sua semântica metafísica. com sua lógica confusa e com sua métrica claudicante. Elas marcam o caminho como um cão que mija nos cantos... deixando seu cheiro... seu odor e sua ureia a infectar de lirismo incerto, todos os momentos prováveis... Deixe minhas palavras. Deixe as frases soltas. O epíteto a denunciar a qualificação óbvia... Palavras não são placas e nem avisos. Frases não são obviedades... Há muito mistério denso na natureza humana... E há muita clareza líquida em nosso lado animal E o planeta é praticamente todo líquido É azul, azulado e cheio de palavras sagradas e mundanas. Deixe minhas palavras abandonadas na desrazão pois não posso decifrá-las, não posso alumbrá-las Posto que sejam inflamáveis... explosivas... contaminadas de mim e de meu ego como uma doença sem cura. Sem quimioterapia. Engasgada no nó genético. Deixe minhas palavras sem sentimentos rebuscarem a regência dos verbos... e manter a elegante inércia. Num silêncio absoluto. E, dentro da catedral no altar de todos os signos. Ajoelharem-se diante da essência. Para espalhar o gérmen da vida. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 12/04/2015
Alterado em 12/04/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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