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![]() Folia.
Caia. A lei da gravidade não existe em vão. Vá ao chão. Plante alguma alegria. Pinte o rosto e o corpo. Utilize mimetismos públicos para disfarçar tristezas privadas. Tristezas honestas. Acenda mil LEDs em torno da boca. Pois lá moram os fonemas das palavras. O poder concreto de coisas abstratas. Caia na folia. Caia no abismo ilógico do dia. Tropece no tapete público das conveniências. Erre os pronomes tratativos. E também os vocativos. Abuse de adjetivos. Solape os substantivos. Afinal, para que serve a essência? Senão para nos derrubar em sepulcros. Senão para nos trair no tempo. Senão para nos dar lucidez de arder os olhos. Caia fora dessa fantasia cotidiana. Finja ser o que você simplesmente você é... Aborreça-se ... Por ser pouco.. Por ser tanto... Por ser tão desconhecido como o caminho que trilha todos os dias. E todas as páginas que nunca leu. As redescobertas são mais fascinantes que as glórias de guerreiro cansado. Caia... arremesse suas crenças pela janela. Jogue os preconceitos fora. Liberte das convenções e cerimônias. Rituais são procedimentos de símios. Que se repetem, repetem até perderem a razão. Ou perderem a exaustão. Dance para ter chuva. Dance para ter alguma necessidade do outro. No camarim das esperanças, beba o líquido da paixão e, se apaixone quimicamente por um completo desconhecido. Um aleatório alheio e alienado. E, quando a folia acabar. E quando só houver cinzas. E quando a phenix estiver extinta. Apenas se lembre: que você é apenas um reles animal pouco racional num planeta vasto onde a água está acabando... e a vida também... Caia na folia real. Viva enquanto pode. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/02/2015
Alterado em 16/02/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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