![]() |
|
![]() Fale-me com seu silêncio. Com seu olhar penetrante, com seu linguajar engajado recheado de metáforas perigosas, hipérboles enganosas e metonímias aliteradas e sincopadas. Fale-me com o pesar sobre as tristezas. Mas hoje é dia oficial da alegria. Temos que pular, dançar e rir da graça reinante. Fale-me de sua felicidade de plantão... de primavera eterna colorida e perfumada. Tudo tão límpido tão nítido como a limpeza feita a cloro. Fale-me de seus umbrais, de suas arestas abertas e sangrentas. De suas feridas poéticas. Que pustemam lirismo. Fale-me... psicanalisarei tuas palavras, lerei sua alma com lad para não perder nenhuma linha e diante do cadafalso das falas irei decifrando o dia em você. E você no dia. Ou pela vida a fora. Chega a noite, E as estrelas se entreolham pasmas no céu imenso. Minha janela tímida se abre paulatinamente... e colhe um pouco do éter que se espalha sobre nossas cabeças. Permanece muito mistério tanto nas falas como no enorme silêncio que reina no imaginário. Mas eu ainda lhe peço por derradeiro: fale-me... GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/02/2015
Alterado em 16/02/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


