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![]() Nos esbarramos nas arestas do mundo.
No gumes das facas. Na encruzilhada cruel das ruas. Calculei mal a tangente e O resultado foi manchar a camisa e memória. Nossos fonemas juntos bradavam. Por alguma agonia. Pela esmola de um olhar. Mas seu olhar Era um spot Cheio de luz Cheio de requinte Com o devorar da alma Mastigada pelos dramas cotidianos. Nos esbarramos sem querer. O desajeitamento peculiar. de nossas figuras longilíneas. Pernas e tempo não combinam. Especialmente nas ruas do Rio. A cidade tem ginga própria E sempre jabeia escapando Do soco certeiro do tempo. A poeira cósmica que entope nossas narinas repletas de lirismo Barato, vulgar e trôpego. Prossigo procurando abrigo Nos olhares desatentos. Prossigo no estreito espaço De infinito até em casa. E, ao chegar. Ao pousar as chaves na mesa. Com a porta já fechada e trancada. Abro a porta das oportunidades. Sento-me silenciosa. E continuo a pensar em você. Sem conseguir dizer uma palavra. Gestos, sinais e odores. Contextualizaram encontro Tão inusitado: O desconhecido com o acaso. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 24/01/2015
Alterado em 24/01/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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