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![]() Dispa-se dessa máscara.
das roupas coloridas a encobrir sua pele e sua verdadeira cor. Dispa-se dessa civilidade agressiva dos saltos altos, cinta-liga e atavios que não ornam apenas produzem mimetismo para a sobrevivência superficial. Dissipe as nuvens que turvam seu pensamento. Medite sobre a palavra. Fale a palavra crua Fale a palavra nua Com a nudez pudica dos anjos. Com o corpo incidental ao espírito. E no ângulo reto acerte em cheio a felicidade de ser simples. Simples e despretensiosa. Complexamente substancial. Sem a ansiedade de agradar. De ser aceita ou incensada. Dispa-se de toda teatralização inútil e bastarda. Que faz de você, algo que você não é, não foi e nem será.... Dispa-se das horas, minutos contados por taquicardia. Ou por ofegante respiração que não lhe faz bem. Vista-se de você mesmo... Com sua cor preferida. Com o seu tom de pele. Com suas olheiras típicas dos insones. E principalmente vista-se para se proteger da inescapável certeza de somente ter as dúvidas. Compartilhe as dúvidas. E novas certezas surgirão. Vista-se com a nudez poética do dia-a-dia... das rimas dos ventos do lirismo do acaso e principalmente da alma livre que obviamente habita em você. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/11/2014
Alterado em 20/11/2014 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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