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![]() Lunação poética
Bela lua nua desfila diante de meus olhos chorosos que aguardavam o acaso que não veio. Não veio o amor. Não veio a saudade. Não veio o carinho e a atenção. Não veio. A porta fechou. O tempo passou. E as reticências mostravam o caminho do lirismo de mãos dadas com a poesia. A lua tão nua e bela. Resplandescente ainda brilha. Luzente e altaneira. Sóbria e tranquila passando por entre vidas e romances humanos. Crava certeira suas garras em sentimentos terrenos. E colhe primaveras espúrias de flores que jamais morrerão. Flores de plástico. Flores de pano. Flores de perfume nostálgico. Flores de uma recordação tênue e doce da juventude que se foi. Lua cheia. Repleta de superlativo. Tão perto do pequenino planeta azul e cianótico tingido por emoções humanas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/08/2014
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