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![]() Ne me quitte pas
Como abandonar esse cais encravado em meu peito? E as emoções são ondas que vão e vem do além. Como fazer as malas e partir? Como escrever o bilhete de parcas palavras e de semântica gestual... Como posso cortar as amarras que se agarram e não querem desabraçar a terra firme? Essa rotina de cores frequentes a dança do arco-iris a colorir a tarde morrendo. Como caminhar por essa ponte se não posso ultrapassar a fronteira do possível. Não somos eternos. E os relógios zombam de nossas perdas. Abismos abrem portais onde a sanidade ensaia construir novo sistema solar. Mas, hoje não amanheceu. A vida nublou. E suas lágrimas eram a chuva para semear mágoas... Como posso abandonar e partir? Sem deixar os fragmentos... sem olhar para atrás. Sem sentir remorsos. Sem ter a impressão de que já vou tarde. Nas páginas pálidas do diário os registros moribundos contam apenas almas previsíveis... Se eu abandonar Significa que a liberdade venceu. O infinito se expandiu E, concluiu as reticências de todas as estórias. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/06/2014
Alterado em 02/11/2014 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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