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![]() Profano
Quero os oceanos em gotas. Quero os horizontes em raios. Quero o infinito em momentos pequenos. Quero a trama em nós sucessivos. Quero a paisagem em flashes. Quero a memória ao invés de álbuns de fotografias. Quero aos poucos tudo... E nesse fragmentário... Terei a impressão de conhecer a vastidão dos oceanos e das lágrimas. de prever o amanhã e as tempestades. de reconhecer um bom tecido e a segurança das amarras. de ter as luzes dos flashes e dos momentos. E, nesses intensos fragmentos há um pouco de tudo. Ou pouco de tudo em muito pouco. Guardo a miniatura dentro da gaveta. Tranco a gaveta. E os oceanos secam. Os horizontes acabam. A paisagem some no breu. E o fragmento se perde para sempre. Enfim, o sagrado se tornou profano. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 08/06/2014
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