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![]() Ser condenada ao silêncio
a inação. a inexpressão. Ser o enigma desprovida de indícios ou certeza. Deixar o silêncio imantar os olhos. Deixar o silêncio infectar o medo de ansiedade. Silenciar-se secar toda a semântica possível. Com gestos e fatos que falam por si. Mas falam silenciosamente falam de solidão sólida e de lágrimas líquidas. Falam de pensamentos em nuvens e chuva de palavras soltas em gotas. Gotas essenciais de verdades e mentiras. De ilusões humanas e efeitos mágicos. Ficar em silêncio flutuando no vácuo pulando sobre reticências revelações fragmentárias, corruptelas. Tarjas coladas em roupas e modos. Éticas e etiquetas grudando comportamentos na sombra do tempo. Encravando na memória ritos, ratos e restos. Silêncio. Isolamento e meditação. O horizonte espreitando o sol em pleno entardecer. Depois vem a noite. E, as estrelas que iluminam as frestas do pensamento. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/05/2014
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