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![]() Momentos da narrativa.
Peças teatrais. Personagens fugidios que alteram a estória. Ou será história? Infecto-contagioso que impregna o agir, o respirar e o escrever. Fecho a porta Resta-me a reflexão da persiana. A iluminar de forma transversa e a penetrar em trevas íntimas. Misericórdia. Piedade. Compaixão Sentimentos nobres ou culpa vulgarizada? Entrego aos deuses. E aguardo um sinal como resposta. Um mínimo sinal que seja. Uma nesga, núvem ou nódoa. Olho para o céu para recuperar a trilha. Algum vestígio. Fonemas mágicos de encantamento. Um sopro de vento uivando segredos indecifráveis. Mensagens blindadas de medo ou omissão. Peripécia entender tudo isso. Redigir a metanarrativa. Traduzir a metalinguagem. E sair da metáfora através da metonímia. Ajudar você por tudo que um dia, talvez um dia muito distante de hoje... um quase nunca pelo tanto que amei. Ou atravessar a encruzilhada do egoísmo e apenas lhe ajudar por você ser um ser humano digno de misericórdia. Por sua rotunda solidão. Por seu abismo pessoal e intransferível. Ajudar. E depois ficar com raiva por não se vingar de tudo. Peripécia é querer ser sobrevivente e poeta. é querer ser eterno e fugaz. Dizer a última palavra no mais absoluto silêncio. As verdades se entreolham na sala de estar. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 02/05/2014
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