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![]() Dies cinerus
Tudo nem é preto e nem é branco. É definitivamente cinza. E depois do fervor do fogo o que nos resta, são apenas cinzas. Há esse tom de cinza contagiante que vai do céu ao luar. Há nesse pó... invisível e tocante o arrependimento dos pecados, a efemeridade das alegrias e a finitude do corpo, mas não da alma. Morre o sol e a liberdade das cinzas escorre pelas águas e pelo ar. As cinzas deixam um rastro de finitude renovadora. Escritos nos olhos silentes e rascunhado na pele dos sobreviventes. Passado a limpo nas cicatrizes. Há nas cinzas, uma phoenix pronta a renascer e a revitalizar-se diariamente perante cada manhã. Sabendo que no fim de tudo e de todos existem as cinzas. Como a chave do enigma. Como a síntese de uma vida. Como um recado do tempo. Enfim, a luz vence as trevas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 06/03/2014
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