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Mundo fechado
É matar ou morrer.
É tudo ou nada. É o todo ou o fragmento. É verdade ou ficção. Mas, no fundo, é matar e morrer. É o tudo recheado de nada, e o nada preenchido de tudo. É o todo fragmentado. E a verdade que é ficção. Ou seria a ficção da verdade? Mas, tudo é tão apocalíptico. Tudo exige a certeza absoluta. A cristalina certeza científica. Provada e comprovada nos laboratórios da vida. Tudo é tão complexo e conectado. Tudo é tão e tanto... Que o infinito é efêmero. Que a lágrima é desnecessária. Que os sentimentos são apenas ensaios de pensamentos. Que os atos são frágeis e incapazes de evitar a mortalidade humana. Nessa guerra diária e oculta. Onde as sombras enfrentam os espíritos sombrios. E as palavras como aríetes arremessam significados aos ventos de forma impune. Os rascunhos de alma habitam corpos E simulam vida. Procriada por imitação ou hipocrisia. Onde ser, estar ou parecer é tudo tão confuso. É disperso, convexo e sem nexo. Como um dia, em que você abriu a porta E fechou-me o mundo.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/08/2013
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