![]() |
|
![]()
Gota
A gota é pequena
E, ainda é efêmera. Escorre pela flor. Passeia pelo abismo. No suor do rosto, na lágrima de desgosto, no sangue que mancha a camisa que esqueceu-se da alvura e bordou a sombra da loucura e do perecimento. Sofrimento Fragmentado e inteiriço. O silêncio das catedrais Erguido por entre as pilastras Abrigado sob os capitéis Silêncio estampado na face dos santos, na liturgia da missa. A pantomima dos gestos, dos sinais que tentam construir a ponte entre o sagrado e o humano, entre o divino e o pecador. Na reverência diária de acordar. Ver a face da manhã sob os raios do sol, E ver a face da lua no Enigmático pontilhado das estrelas. Ver, ler e enxergar... E, encharcada de alma... Secá-la ao vento do devaneio... Deixar os pensamentos flanarem Sem compromisso com a realidade... O abstrato e o inconsciente conversam animadamente sobre vida, morte, finito e infinito. E, cabe tão exatamente numa gota, Dentro de um cristal e num diamante Tanto quanto cabe na imensidão da ignorância. Vasta ignorância que nos faz pensar que sabemos de algo.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 12/03/2013
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


