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Desatino
Minhas elipses mentais
Tangenciam o impossível Brincam de ser trapezistas De se lançarem ao nada, Só para encontrar tudo no chão. Minhas elipses mentais Abarcam o mundo visível e invisível. Imaginável e subterrâneo Entram em frestas, trincas, Arestas, cavernas e umbrais Penetram no sólido momento Da solidão vulgar Do tempo presente e As órbitas dessas elipses Atraem todo tipo de poesia Poesia de amor, De tristeza... A melancolia métrica dos suicidas A dose extra de sonífero e veneno A espoleta, O gatilho e Enfim, o desatino.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 06/08/2012
Alterado em 09/08/2012 Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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