![]() |
|
![]()
submersas emoções
Debaixo de meus olhos
jazia um imenso deserto havia um desespero contido, um grito ensurdecedor que ninguém ouvia minha alma era um copo emborcado e, mesmo uma reles lágrima já seria uma dádiva Debaixo do contorno de meus olhos havia um espelhamento de flashs, a memória enfurecia a retina com lembranças implacáveis Amar e desamar, Amar e malamar, Amar dolorosamente o tempo com a certeza solene de que tudo passa irremediavelmente e é imensamente finito e insano tudo sem sentido nenhum passa e, passa como uma carruagem guiada por mulas sem cabeça eu até queria me comover com algo, um alfinetada de um inseto, uma miséria pungente, um grito desesperado de socorro... mas estava morna, completamente morna... sensações controladas, a pressão óptica controlada, suspiros e pulmões em ordem geométrica consumiam oxigênio com precisão matemática... Voltei para mim mesmo com aquele sorriso de frustração... amarelo e significativo e, fui buscar na pintura as submersas emoções não nascidas, não imaginadas... onde era tudo abrupto, era tudo inedito.. um território desconhecido de paixões e dramas... e, a mão mais parecia uma garra... arrancando o casaco, o cachecol e, de súbito desmaiei como se arremessasse num profundo mergulho de meu eu... num abismo infindável de emoções.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 11/02/2007
Alterado em 12/03/2018 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


