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Não dito e maldito
As verdades não ditas
Não são verdades, São imaginações reais Os amores não verbais Não são amores São sentimentos híbridos Que se misturam aos ventos, Aos moinhos, aos vendavais A borrasca distante em outro continente Os paradoxos não explicados Não são paradoxos, São ciclos ditados pela dinâmica humana De ser em não ser E de não ser apesar de estar sendo… Todo esse silêncio eternamente semântico Todo esse signo grafado pelas fisionomias humanas Riscado por rugas, por esgar e faceta Grifam e gritam Dores, angústias, esperanças, felicidades Jacentes à alma humana O homem a tudo humaniza Da pedra ao éter E é no céu humano Onde outras estrelas dispontam Onde os anjos não cantam em corais E que o amor brota silenciosamente Num ritual mediúnico das manhãs No gotejar secreto das lágrimas E, por detrás da máscara da face Que oculta de todos, a evidência escrachada Que somos nós. O que é dito e maldito.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 08/08/2011
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