![]() |
|
![]()
purgando alma
Quero calma
Para matar os ressentimentos Purgando em mim Ódios e crueldades Quero calma De monastério Para achar o fio da meada Para achar o começo do ninho O começo do fim O fundo do abismo Quero centrar a gravidade Quero abortar esse estômago frágil Quero beber todas as águas encantadas E diluir as sereias em seus cantos E nos timbres mágicos Conseguir semitons Inimagináveis... Quero calma em sustenido Quero a clave de sol poente Quero a clave de dó sem dó Impiedosa Seca, cega e torta Torneando o intangível Quero calma, Quero purgar os pecados Em lágrimas, suores e medos. Quero calma Do silêncio concreto erguido No cimento armado da casa Quero varrer os outonos empilhados Quero abreviar as estações mortas E ressucitar a vida depois da esquina, Depois dos desenganos, Depois da rejeição. Quero calma Para digerir o revés Para regredir o convés Quero calma no escafrandro Das nuvens Compactas e secretas Quero o machado sangrando a madeira do sândalo E gritando secretamente socorro.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 11/10/2009
Alterado em 12/10/2009 Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


