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breve momento
Essa nesga de luz
Essa palavra sibilada em seus lábios Esse silêncio breve e interstício E no olhar a sombra do cair da tarde Esse nefando mal-estar de estar por estar para matar o tempo ou suicidar a alma. A delicadeza da seda suspirando ao tato sensações secretas o quente veludo que não aquece. E nem se esquece do Frio mordaz a corroer ossos A queimar faces que rubram-se de despudor. Esse momento que não é instante. É uma eternidade contida aprisionada em fonemas, em pausas semitonadas por uma voz contralto. Esse coral da consciência a vociferar delicadamente por entre frestas cranianas a provocar dor, latência e intermitência entre ser e estar ausente. Esse abajur a provocar nostalgia e a escorrer pelas paredes saudades e suspiros, há esperanças no copo d’água, há plural em singular figura inesculpível no gesso ou na carne. Esse esgar de olhos esbugalhados Atônitos por ver sem enxergar Atônitos por ver aquilo que não é crível. Essa nesga de luz a iluminar pouco o que aparece mas não transparece. a translúcida solidão.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 04/08/2008
Alterado em 05/08/2008 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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