"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
Textos


O equilibrista passava com o prato na mão, vestido de um manto que era agitado pela ventania. O amor deixado ao equilíbrio, o amar assim tão hábil, como o mover dos malabares, o percorrer de balizas e funambulismo sempre tão próprio do destino, quando se carrega numa mão o coração e noutra o pão... esse trágico momento que antecede o subir, o descer ou até o cair.

Despencar dos píncaros da imaginação e continuar amando, sorvendo afetos, deglutindo sensações e enredos.

Fazemos mil acrobacias para sobreviver, para transcender as dificuldades e, finalmente, sobreviver. Uma arte cada vez mais requintada e paradoxal. Somos mais que dualidades, somos, em verdade, múltiplos a equilibrar-se constantemente entre o corpo e a alma.
 
Gisele Leite
Enviado por Gisele Leite em 10/10/2018

Música: Op 100 No 9 The Chase - chopin

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